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Paisagismo se consolida como ativo estratégico e eleva valor dos empreendimentos imobiliários

02/04/2026
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Imagem gerada com Inteligência Artificial.

Integrado desde a concepção, ele deixa de ser estético e passa a estruturar desempenho, experiência e posicionamento 

Em um cenário marcado por mudanças climáticas, concentração urbana e novas exigências de bem-estar, o paisagismo deixou de ser um elemento complementar e assumiu um papel central no desenvolvimento imobiliário, influenciando desde a concepção dos projetos até a percepção de valor, o desempenho ambiental e a experiência dos usuários.

Essa mudança começa ainda na origem dos empreendimentos. Ao integrar o paisagismo à arquitetura desde as primeiras decisões, o projeto deixa de tratar a natureza como adição e passa a incorporá-la como parte de toda a lógica construtiva.

“A gente entende que o paisagismo é um elemento construído que define não só a ambientação, mas pode definir espaços também, além do conforto ambiental, obviamente”, afirma Laurent Troost, sócio-fundador da Troost+Pessoa Architects.

  • Projeto da Cardim Paisagismo
  • Projeto de paisagimos da Embyá
  • Projeto da Troost+Pessoa Architects

Quando inserido no começo do projeto, o paisagismo passa a orientar decisões fundamentais. “Ele deve surgir desde o início, como parte da leitura do território. Antes mesmo de desenhar, é preciso escutar: entender as dinâmicas naturais, reconhecer a cultura local, perceber o que já existe ali como potência”, afirma Duarte Vaz, sócio-fundador da Embyá. 

Para ele, esse processo amplia o papel do paisagismo, que deixa de responder apenas a exigências técnicas e passa a atuar como mediador entre o ambiente construído e os sistemas naturais.

Essa lógica também está presente na visão de Ricardo Cardim, botânico e sócio-diretor da Cardim Paisagismo.

“O paisagismo deve ser incorporado desde o momento em que o terreno é definido. A leitura das condicionantes — como topografia, disponibilidade de água, características do solo, ventos, vistas e vegetação do bioma local — orienta o desenvolvimento do masterplan”.

Ricardo Cardim, sócio-diretor da Cardim Paisagismo.

É nesse contexto que surgem conceitos como florestas de bolso, que é uma técnica desenvolvida pelo botânico de reflorestamento que propõe a criação de áreas de vegetação nativa em pequenos espaços, tanto em ambientes urbanos quanto rurais.

“Elementos como espécies simbólicas, florestas de bolso ou pomares produtivos se transformam em narrativas consistentes e diferenciadoras para o empreendimento”, destaca Alessandra Cardim, sócia-fundadora da Cardim Paisagismo.

A aplicação desse conceito reforça uma mudança importante no setor, em que o paisagismo deixa de ser coadjuvante e assume protagonismo na concepção dos projetos, agregando valor não apenas financeiro, mas também sensorial, ambiental e simbólico aos empreendimentos.

Para os incorporadores, o impacto vai além da operação e chega à estratégia comercial e de posicionamento. “O paisagismo deixou de ser um elemento decorativo para se tornar uma infraestrutura essencial dos empreendimentos modernos e das cidades”, afirma Porfírio Saldanha, diretor da Engeco, de Manaus.

“Na prática, não se trata mais de custo, mas de um investimento com retorno claro, tanto financeiro quanto social”.

Porfirio Saldanha, diretor da Engeco.

Essa abordagem é apresentada por especialistas como a ideal, mas ainda não representa um consenso no mercado. “O erro mais recorrente ainda é tratar o paisagismo como cenário, algo que entra no fim para ‘completar’ o projeto”, diz Duarte Vaz. Segundo ele, essa visão impede uma leitura mais profunda do território e compromete o potencial do empreendimento. 

Desempenho ambiental e eficiência operacional

A incorporação do paisagismo também impacta diretamente o desempenho técnico dos edifícios. Em vez de atuar apenas na estética, ele passa a contribuir para soluções de eficiência energética, conforto térmico e gestão hídrica.

  • Projeto de paisagismo da VG
  • Projeto de paisagismo – Cardim
  • Projeto de paisagismo da VG

Nesse sentido, a tomada de decisão antecipada é determinante para extrair todo o potencial dessas soluções. “As melhores soluções de paisagismo de performance, como floreiras de fachada, jardins verticais naturais com irrigação automatizada, telhados verdes e sistemas de captação e reuso de água, dependem de decisões estruturais ainda no estudo preliminar”, defende Bruno Watanabe, CEO da VG Paisagismo.

Segundo Watanabe, os impactos vão além da percepção e já são mensuráveis. Ambientes com presença de elementos naturais tornam pessoas mais produtivas e criativas, além de elevar o bem-estar, reduzir a fadiga e melhorar indicadores de saúde. 

Do ponto de vista técnico, soluções baseadas em vegetação também atuam diretamente na infraestrutura dos empreendimentos. Paredes verdes, por exemplo, ajudam a reduzir o ruído ambiente de forma significativa, melhorando o conforto acústico em escritórios e espaços comerciais. Já telhados verdes e fachadas vegetadas funcionam como isolantes térmicos naturais, diminuindo a temperatura interna e reduzindo a demanda por ar-condicionado.

“O Brasil protagoniza essa mudança. Somos o país com maior percentual de projetos [com certificação] LEED Platinum do mundo, com mais de 13% atingindo esse nível. E isso só acontece quando sustentabilidade e paisagismo entram desde o dia zero”.

Bruno Watanabe, CEO da VG Paisagismo.

Além disso, esses sistemas desempenham um papel relevante na agenda ambiental. Parede verde extrai CO₂ e produz oxigênio, enquanto soluções integradas de captação e reuso de água da chuva também podem gerar economia significativa, ao mesmo tempo em que contribuem para a drenagem urbana e a redução de ilhas de calor.

Os ganhos também podem ser diretos na construção.

“Se você tem uma luz filtrada por planta, o vidro que está por trás não vai precisar apresentar o mesmo desempenho térmico de um vidro totalmente exposto. Ou seja, é possível gerar economia na construção civil a partir do paisagismo”.

Laurent Troost, sócio-fundador da Troost+Pessoa Architects.

Além disso, o paisagismo passa a operar dentro de uma lógica mais ampla, conectada aos ciclos naturais. “Ele atua na gestão da água, na regulação do microclima, na redução de ilhas de calor e no aumento da biodiversidade”, afirma Duarte Vaz. Para ele, o avanço está em enxergar a natureza como agente ativo do projeto. “Ao trabalhar com a lógica dos ecossistemas, o projeto deixa de apenas mitigar impactos e passa a colaborar com a vida”.

Bem-estar e investimento estratégico

Se os benefícios técnicos são cada vez mais visíveis, os impactos na experiência do usuário também são relevantes. A presença do verde influencia diretamente o comportamento, a permanência e a percepção de qualidade dos espaços.

“A paisagem molda o cotidiano de forma silenciosa, mas profunda. Ela organiza percursos, convida à permanência, cria espaços de encontro e respiro. Quando há intenção, a paisagem deixa de ser apenas vista e passa a ser vivida”

Duarte Vaz, sócio-fundador da Embyá.

Esse valor também se traduz no mercado em um impacto direto e mensurável. “Projetos que incorporam o paisagismo como protagonista demonstram aumento significativo na valorização imobiliária”, afirma Ricardo Cardim.

A mudança de percepção em relação ao paisagismo é hoje um dos pontos de maior consenso entre os especialistas. “Antigamente o paisagismo era visto como um gasto e como apenas um embelezamento. Quando a gente entende que o paisagismo é algo que faz parte integrante do projeto, ele pode se tornar algo não somente mais barato, mas que gera uma economia e, portanto, de alguma forma gera uma mais valia para o empreendimento”, comenta Troost.

Essa visão também aparece de forma ampliada quando se considera o ciclo de vida dos empreendimentos. “Projetos que incorporam a paisagem de forma consistente tendem a amadurecer melhor, a se adaptar e a permanecer relevantes.Ignorar a paisagem hoje não é economizar, é reduzir o alcance e a inteligência do projeto”, afirma Vaz.

Assim, investir na presença do verde desde o início do projeto integra também parte da estratégia dos empreendimentos imobiliários contemporâneos.  

“O paisagismo é um investimento estratégico, pois qualifica os espaços abertos e contribui para a saúde física e mental dos usuários, além de melhorar a experiência urbana como um todo”.

Alessandra Cardim, sócia-fundadora Cardim Paisagismo.

Enquanto incorporador, o diretor da Engeco reforça a importância do paisagismo em seus projetos. “Ele agrega valor econômico, melhora a experiência do usuário e atende às demandas ambientais contemporâneas. Na prática, não se trata mais de custo, mas de um investimento com retorno claro, tanto financeiro quanto social, influenciando bastante na estratégia comercial e aumentando a percepção de qualidade e sofisticação dos produtos imobiliários”.

  • Graziela França – Head de Conteúdo da ADIT Brasil
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