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Artigos / Matérias

Lagos ganham protagonismo como âncoras de condomínios horizontais

27/03/2026
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Antes vistos como elementos decorativos ou soluções técnicas, hoje os lagos integram desde a concepção de projetos de alto padrão

Por décadas, a água esteve presente em empreendimentos imobiliários como um elemento secundário, seja de caráter decorativo, contemplativo ou até mesmo de forma pouco funcional ou explorada. No entanto, hoje, os lagos, sejam eles naturais ou artificiais, deixaram de ser um detalhe paisagístico para se tornarem elementos estruturantes do produto imobiliário, organizando o masterplan, influenciando a valorização e redefinindo a experiência das pessoas e das cidades.

Essa transformação é resultado de uma mudança de lógica no próprio mercado, que passou a priorizar não apenas o imóvel em si, mas também a qualidade de vida que ele pode oferecer. 

“Antigamente, a presença de água em um condomínio limitava-se a chafarizes ou pequenos espelhos d’água, muitas vezes demandando manutenções complexas e oferecendo pouco valor prático. Nos últimos anos, houve uma transição para grandes lagos e piscinas biológicas, onde o usuário realmente interage com esses espaços”, conta Brandão Freire, sócio-diretor da Ecosys, uma empresa especializada em recriar sistemas aquáticos, lagos e piscinas naturais.

Para ele, essa mudança reposiciona completamente o papel da água nos empreendimentos.

“O lago passou a ser interativo e deixou de ser um item meramente contemplativo para se tornar o centro da experiência, com áreas para natação, stand-up paddle e convivência integrada. Ele agora é a âncora do estilo de vida do empreendimento”. 

Brandão Freire, sócio-diretor da Ecosys.

De solução técnica a ativo estratégico

O protagonismo dos lagos não surgiu como uma tendência estética, mas como resposta a desafios concretos de implantação, especialmente no litoral norte do Rio Grande do Sul, em cidades como Xangri-Lá, onde o modelo começou a se consolidar em 1990.

“Os lagos em condomínios no Sul do Brasil surgem no início dos anos 1990, a partir do projeto do Atlântida Lagos Park, entregue em 1996. Sua origem está diretamente associada a uma demanda técnica do território: a necessidade de resolver a drenagem e viabilizar o alteamento dos lotes em uma área plana, baixa e suscetível a alagamentos”, explica Rodolfo Fork, CEO da Peatonal Inteligência Urbana.

Segundo Fork, naquele momento, a água ainda não era pensada como elemento estruturador, mas sim como uma solução de engenharia. A mudança aconteceu gradualmente, à medida que o potencial de uso e valorização se tornava evidente. “É justamente a partir dessa experiência que se inicia uma mudança de entendimento: o lago deixa de ser apenas uma resposta técnica e passa, progressivamente, a ser incorporado como elemento de qualificação espacial, organização do projeto e geração de valor”, conta. 

  • Marina del Faro
  • Prado Bairro Cidade
  • Ventura Club

Hoje, a principal mudança está no momento em que o lago entra no projeto. Se antes era incorporado como diferencial, agora é concebido desde a origem, orientando toda a lógica do empreendimento. Assim, a partir dele são definidas a implantação viária, a distribuição dos lotes e a lógica de ocupação do território, por exemplo.

“O lago, quando presente, é concebido desde o início como elemento estruturante do masterplan. Ele não atua como um componente complementar ou paisagístico, mas como o eixo organizador do partido urbanístico”, afirma Cristina Martins, sócia-fundadora da IDEIA1 Arquitetos.

Essa estratégia também está diretamente ligada à valorização imobiliária. “Desde as primeiras etapas de concepção, busca-se maximizar a quantidade de lotes com frente para o lago, uma vez que esse atributo impacta diretamente o valor imobiliário. Em média, lotes frente ao lago podem alcançar valorização entre 50% e 60% em relação a lotes sem essa relação direta com a água”, pontua a executiva.

A hierarquia espacial do empreendimento também é reorganizada, gerando uma área de calor, de aquecimento e de valorização de uma região, seja ela para lotes ou para áreas comuns. 

“Então, por exemplo, se eu tenho um lago orientado a lotes, onde eu tenho lotes de frente para esse lago ou de fundos para esse lago, eles estão sendo mais valorizados e estão recebendo uma hierarquia em relação aos lotes secos, que não tem essa participação visual direta dos lagos. Isso acontece também em áreas comuns. Então, é possível a gente criar valorização em uma determinada área, deixando ela mais atrativa”, detalha Luiz Antônio Camargo, diretor-executivo do Grupo Sólido.

Valorização e decisão de compra

A presença de lagos tem impacto direto não apenas na percepção do produto, mas também em seu desempenho comercial. Lotes com vista ou acesso à água tendem a atingir valores significativamente superiores e a apresentar maior velocidade de vendas.

“Unidades ou lotes com ‘vista lago’ ou acesso direto à água podem ter um valor de mercado até 66,2% superior a lotes padrão[…].A velocidade de vendas (VSO) costuma ser muito superior, pois o ambiente aquático se tornou um grande desejo das famílias que procuram bem-estar e exclusividade”, menciona Brandão Freire.

  • Enseada Lagos
  • Sunset Live
  • Green Village Golf Club

Mais do que valorizar unidades específicas, o lago reposiciona o empreendimento como um todo. “O lago atua simultaneamente como elemento de diferenciação e como indutor de valor. Mais do que agregar preço a unidades específicas — como os lotes à beira d’água —, ele reconfigura a percepção global do empreendimento, elevando seu posicionamento no mercado”, afirma Luciana Saraiva, sócia-coordenadora da Peatonal Inteligência Urbana.

Já, para Saraiva, na lógica urbanística, o lago qualifica a paisagem e cria situações espaciais mais desejáveis, o que se traduz em mais valorização.

“Empreendimentos com esse tipo de estrutura tendem a apresentar maior eficiência econômica, seja pelo incremento no valor médio dos lotes, seja pela possibilidade de otimização de custos associados à implantação, resultando em um aumento significativo no VGV”.

Luciana Saraiva, sócia-coordenadora da Peatonal Inteligência Urbana.

Desafios técnicos e riscos do modelo

Apesar das vantagens, a adoção de lagos como elemento central exige planejamento técnico e rigor na execução. Questões como topografia, lençol freático, drenagem e licenciamento ambiental podem ser determinantes para a viabilidade do empreendimento.

“Nós temos desde modelos super simples, onde a gente tem o lençol freático bastante superficial, ao qual só em escavar a gente já tem uma entrada de água gerando esses lagos. É o caso, por exemplo, do litoral do Rio Grande do Sul, em Xangri-lá, mas nós temos também modelos em que a gente precisa gerar um abastecimento desses lagos”, explica Luiz Antonio Camargo.

Mas o diretor-executivo do Grupo Sólido também explica que em solos muito arenosos ou drenantes, há uma tendência de perder muita água, fazendo com que muitas vezes seja necessário criar elementos que impermeabilizem esse lago. “São as famosas mantas de proteção, fazendo com que dessa forma a gente não perca água nos períodos de muita seca, diminuindo, obviamente, a drenagem disso e perdendo água somente pela evaporação. Mas a verdade é que tem solução para tudo”.  

Rodolfo Fork destaca também os desafios que passam por uma leitura precisa do impacto comercial do lago no contexto em que o empreendimento está inserido.

“É fundamental entender qual o real potencial de valorização dos lotes naquela praça e se a redução da área vendável, decorrente da implantação do lago, será compensada por um aumento no valor médio, resultando, de fato, em ganho de VGV”.

Rodolfo Fork, CEO da Peatonal Inteligência Urbana.

Com isso, um dos pontos-chave é encontrar o equilíbrio entre a proporção de área destinada ao lago e a área comercializável, de forma que o projeto maximize valor sem comprometer sua eficiência econômica.

Experiência e qualidade de vida

Mais do que um diferencial competitivo, os lagos vêm consolidando um novo padrão de produto imobiliário, especialmente em condomínios horizontais, ao transformar a forma como os moradores se relacionam com o espaço, como acontece em Xangri-lá, no Rio Grande do Sul, que receberá uma missão técnica da ADIT Brasil, de 13 a 15 de abril. 

“O lago desempenha um papel central na construção da identidade do empreendimento, atuando como seu principal elemento de referência espacial e simbólica”, afirma Cristina Martins. Segundo ela, essa presença reorganiza não apenas o desenho urbano, mas também a vivência cotidiana. 

“Esses espaços promovem uma experiência urbana mais sensorial, vinculada à água, à natureza e ao tempo desacelerado, reforçando um estilo de vida que valoriza bem-estar, convivência e conexão com o território”

Cristina Martins, sócia-fundadora da IDEIA1 Arquitetos.

Esse impacto também é percebido na relação entre arquitetura e paisagem. “A gente consegue sentir nos empreendimentos quando eles estão prontos a realidade de mudança de relação do terreno, da casa que vai ser construída, com o ambiente, com condomínio e com o local onde ele está sendo inserido”, afirma Luiz Antonio Camargo. 

Desta forma, o lago deixa de ser apenas um atributo e passa a estruturar a experiência de morar, conectando natureza, lazer e convivência e como um dos principais vetores de qualidade de vida nos empreendimentos. 

“A gente tem produtos em que se vê a pessoa na varanda de fundo da sua casa pescando, porque nos lagos é muito comum a gente colocar peixes e a pessoa está fazendo uma pesca esportiva da varanda da sua casa”.

Luiz Antônio Camargo, diretor-executivo do Grupo Sólido
  • Condomínio Murano
  • Lótus Atlântida
  • Amaná Atlântida

Na Missão Técnica Condomínios do Litoral Norte, que acontece de 13 a 15 de abril, os participantes conhecerão de perto condomínios horizontais fechados em Xangri-lá (RS), em que muitos deles estão estruturados em torno de lagos artificiais, combinando valorização paisagística, planejamento urbano e desenvolvimento imobiliário.

Durante a missão, serão visitados os empreendimentos Marina Del Faro, Ventura Club, Prado Bairro-Cidade, Enseada Lagos, Atlântida Lagos Park, Sunset Live, Green Village Golf Club, Condomínio Murano, Lótus Atlântida e Amaná Atlântida. Saiba mais e garanta sua vaga aqui.

  • Graziela França – Head de Conteúdo da ADIT Brasil
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