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Gestão estratégica e análise de indicadores mostram caminho para garantir rentabilidade na hotelaria
A rentabilidade de um empreendimento hoteleiro depende de uma gestão integrada, baseada em dados, eficiência operacional e compreensão do comportamento do consumidor. Para especialistas, balancear esses elementos, além de ser uma tarefa complexa, exige um olhar que vai além do óbvio, mas também da execução bem feita de todas as etapas iniciais e básicas do empreendimento.
Ao falar sobre a eficiência dos empreendimentos hoteleiros, é importante entender que ela começa muito antes que o projeto entre em operação. Felipe Gama, CEO da Results Hotelaria, destaca que o planejamento ainda na fase de desenvolvimento do projeto pode ser determinante para o desempenho futuro da operação.
Segundo ele, empreendimentos greenfield — aqueles que são construídos do zero — têm a vantagem de permitir que decisões estratégicas sejam tomadas desde o início, enquanto projetos de conversão exigem uma abordagem voltada à otimização de uma estrutura já existente.
“O produto greenfield tem a oportunidade de fazer algo muito importante, que é o estudo de viabilidade e escolher a melhor localização, com isso você 90% da lição de casa bem feita. Depois vem o produto de conversão, que é o produto que já está pronto e como ele pode melhorar a sua eficiência”, explica Gama.
Por outro lado, quando um hotel já está em funcionamento, a figura do hóspede passa a ocupar um lugar fundamental na avaliação de rentabilidade do empreendimento. A comercialização, a ocupação e a satisfação são alguns dos parâmetros onde esse hóspede se torna o protagonista.
Um dos principais mediadores dessa relação entre hóspede e hotel, o gerente também precisa estar alinhado com o que se espera de rendimento do projeto desde os momentos iniciais de planejamento. Para Cesar Nunes, vice-presidente da Hotelaria Brasil, essa proximidade faz toda diferença na operação e administração dos resultados.
“O gerente geral da unidade, que no passado se preocupava muito em atender o hóspede, também mudou. Ele tem que ter conhecimento analítico da situação, porque quando for prestar contas de resultados para investidores, ele tem que saber o que aconteceu com o dinheiro que entrou e quanto sobrou no final”, ressalta Nunes.
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